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O desafio dos táxis acessíveis
A cidade de São Paulo, com uma população de mais de 10 milhões de habitantes,
conta com apenas 35 táxis para enfrentar o problema da acessibilidade
Por Pedro Junqueira

“Economicamente não vale a
pena. A pessoa precisa gostar
e ter determinação. Eu gosto
porque eu aprendo muito com os passageiros”,
afirmou o taxista Mario Jorge Garcia,
que controla o volante de um táxi adaptado
para transportar cadeirantes e pessoas com
mobilidade reduzida.
Essa modalidade de prestação de serviço,
voltada exclusivamente para pessoas que
têm dificuldade de locomoção, é recente. Foi
inaugurada em março de 2009 e, de acordo
com a assessoria da Secretaria Municipal de
Transportes, a capital conta hoje com apenas
35 táxis acessíveis.
O taxista Cláudio Alexandre Clemente, outro
dos 35 “motoristas acessíveis” da cidade,
explica a relevância de criar um serviço voltado
para este público: “Dez por cento da
população da cidade tem problema de mobilidade.
É um serviço novo e extremamente
necessário”, afirma.
Uma rotina nada acessível
Diminuir as distâncias para esse um milhão
de paulistanos pode ser um trabalho gratificante.
No entanto, servir a este público não
é tarefa muito simples para os profissionais
que atuam nesse segmento. Uma das principais
queixas se refere ao investimento
realizado na adaptação do carro e o retorno
financeiro resultante da atividade.
Em média, os táxis acessíveis realizam quatro
viagens por dia. Contudo, os motoristas
acreditam que esse número que poderia ser
muito maior, se o serviço pudesse contar
com uma distribuição de pontos em locais
estratégicos e fosse realizado um trabalho
de divulgação mais eficaz, pela prefeitura e
também pelas empresas de frota.
As dificuldades do embarque e
desembarque
Os pontos permitidos para parada são
apontados pelos motoristas como uma grave dificuldade que enfrentam no seu dia a dia.
“Há a necessidade de ter esse serviço em um
ponto de hospital, na AACD, no Hospital das
Clínicas, em clínicas de reabilitação. E não temos
esse acesso. Essa é nossa principal dificuldade”,
afirma Clemente.
Após consulta, a SMTP informou que o
Secretário Alexandre de Moraes solicitou a
criação de 15 a 20 pontos fixos para os táxis
acessíveis, em locais como Aeroporto de Congonhas,
Praça da Sé, AACD, APAE, hospitais,
centros de compras e alimentação e shoppings
centers. Haverá sorteio e a divisão dos
80 alvarás por esses pontos, que terão telefones
e coordenadores, para que os usuários
tenham facilidade de comunicação e acesso
aos principais locais da cidade.

A busca por alternativas
Para Garcia, a iniciativa é bastante válida,
mas a definição dos novos pontos deve
atender a demanda existente. “É preciso que
os pontos sejam colocados nos locais onde
realmente são necessários. Na AACD tem um
ponto de táxi convencional, quando a maior
procura seria para os acessíveis. No HC circulam
uma média de quatro mil cadeirantes por
dia e não tem ponto acessível. É preciso pensar
nisso”, enfatiza.
A gestão das chamadas dos rádios táxis é apontada
pelo motorista como outro item que precisa
ser rapidamente melhorado para garantir uma
melhor qualidade na prestação de serviços. “A
pessoa que faz o atendimento não considera a
localização dos carros e das chamadas e às vezes temos que cruzar a cidade para atender aos
passageiros. Ontem eu estava na São Carlos do
Pinhal e havia três chamadas: uma para a Barata
Ribeiro, outra para Rua Estela e outra para o
Brooklyn. Acabei fazendo a do Brooklyn, que era
a mais distante”, finaliza Garcia.
Onde Encontrar:
Alô Táxi
Fone: 3229-7688 / 3228-1400
/ 3326-0505
ASSOCIAÇÃO DOS TAXISTAS
AUTONOMOS - FUJI TÁXI
Fone: 5073-3600 /5077-3999
ASSOCIAÇÃO DELTA COMUM
RÁDIO TÁXI
Fone: 5072-4499
ASSOCIAÇÃO SUPER TÁXI DOS
TAXISTAS AUTONOMOS
Fone: 3982-6414
METROPOLE SP RÁDIO TÁXI
LTDA. - ME
Fone: 5575-6681 /5083-2791
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