Uma ponte para o futuro
Mais do que um cursinho, o Instituto Henfil cumpre seu papel como um importante meio de acesso ao ensino superior
Por Camila Silva

O Instituto Henfil, uma ONG sem fins lucrativos, foi criado por um grupo de amigos unidos pela missão de facilitar o ingresso de estudantes carentes em universidades
públicas, antes mesmo que existisse um projeto de criar um cursinho.

A princípio, os principais componentes deste grupo eram pessoas que não passaram no vestibular dessas universidades, mas que continuavam interessando-se pelo êxito de outros estudantes. Já na segunda fase do projeto, foi decidido que as aulas seriam ministradas apenas pelos estudantes da Universidade de São Paulo.

Por fim, o grupo decidiu se profissionalizar, transformando-se em uma ONG, stabelecida na cidade de Mauá. A ideia de homenagear o cartunista Henrique de Souza Filho, conhecido como Henfil, surgiu apenas em 2001, o que expandiu a atuação da ONG na região da Grande São Paulo.

Atualmente, o Henfil possui oito unidades e cerca de sete mil alunos por ano, que são atraídos pela localização em pontos estratégicos (próximas às estações de metrô ou pontos de trólebus) e principalmente pelo valor da mensalidade: “Na Paulista (em comparação com os outros cursinhos da região), o nosso preço chega a ser seis ou sete vezes menor”, afirma Mateus Prado, presidente do Instituto Henfi.

Um simulado diferente
Realizado pelo Henfil no mês de setembro, o simulado propõe um desafio inédito: aberto ao público em geral, inclusive alunos não matriculados na instituição, a prova oferece aos dois melhores colocados uma visita às cidades históricas de Minas Gerais. Em 2009, os primeiros colocados Mariana da Silva Braga e Gabriel Diniz de Oliveira visitaram Belo Horizonte, Ouro Preto e mais seis cidades mineiras, acompanhados pelo professor de Literatura, Daniel Welber.

Horários alternativos
Preocupada em motivar a frequência dos alunos, a equipe pedagógica criou a opção “Fuja do Trânsito”. Um horário alternativo onde as duas últimas aulas da noite podem ser assistidas antes das dezenove horas. O horário foi uma experiência bem sucedida na unidade Paulista em 2009 e neste ano integra as opções de horário das oito unidades.

A teoria na prática
A fim de mostrar o lado prático de algumas matérias, aulas extras e temáticas compõem o cronograma do curso. “A gente tem a preocupação com o aluno, sabendo que ele está ali para passar no vestibular; mas também temos atividades culturais”, indica Prado.

No decorrer do ano, o Henfil promove aulas no Museu do Ipiranga e da Língua Portuguesa e visitas monitoradas ao Instituto Butatã e na vila histórica de Paranapiacaba. “O evento no Museu do Ipiranga é marcado justamente no dia 7 de setembro, onde o professor explica o que já foi visto em aula”, justifica o coordenador e professor de Biologia Tony Manzi. “Já em Paranapiacaba, o foco é a chegada dos imigrantes e este ano queremos incluir as trilhas, para também falar sobre Geografia e Biologia”, finaliza.

Para conhecer mais da proposta pedagógica e a localização
das unidades, acesse o endereço:
www.cursinhohenfil.org.br

IR PARA O SUMÁRIO DESTA EDIÇÃO

PÁGINA INICIAL