A casa da Orquestra
Moderna estrutura da Sala São Paulo estimula comparações com as melhores salas de concertos do mundo
Por Caio Tosi

A economia do café, vivida nas primeiras décadas do século XX, estimulou os barões do produto a criar a Estrada de Ferro Sorocabana. As estações ferroviárias ligavam o interior paulistano ao porto de santos. A partir de 1980, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) passou a ser responsável pelos trens e renomeou uma das estações, agora conhecida como
Júlio Prestes. Atualmente, após reformas, a Júlio Prestes abriga a mais moderna sala de concertos da América Latina: a Sala São Paulo. Este espaço foi cuidadosamente projetado para sediar a Orquestra Sinfônica da cidade. Inaugurada em 9 de julho de 1999, a Sala São Paulo comporta 1484 espectadores e é referência internacional pela sua acústica e sofi sticação.
A nostalgia da construção
Escolhida devido ao seu formato de caixa de sapato, fator positivo para especialistas, a reforma da estação teve início em novembro de 97, numa ação do então governador Mário Covas. O processo de restauração foi muito delicado, já que o intuito do projeto era preservar as características deste monumento histórico.
Além da restauração dos objetos, modelos de espelhos e maçanetas foram copiados por artesãos, que tiveram como base fotografi as de 1926, ano em que o prédio foi construído.
contraste de tempos
Apesar da arquitetura antiga, a Sala São Paulo oferece o que há de mais moderno em termo de concerto, tanto que o local pode ser facilmente comparado à Boston Symphonic Hall, à Musikvereinssaal, de Viena e o Concertgebouw, de Amsterdã, três dos melhores locais para se assistir uma apresentação de orquestras sinfônicas.
ultra hi-tech
Não importa o local do seu assento: o palco de 320 m² foi construído em uma posição estratégica, a fim de possibilitar a total visibilidade do espectador. Outro recurso do palco é a parte móvel, que permite a mobilidade entre as orquestras e corais durante a apresentação.
A proximidade com a Estação da Luz fez com que o projeto da Sala São Paulo se preocupasse com o barulho provocado pelos trens. Para evitar ruídos, vidros espessos são encontrados na passagem para a plataforma e os 15 centímetros de piso isolam o som proveniente da estação.
Já a qualidade do som dentro do ambiente não deixa a desejar. A sala possui o moderno forro móvel: 15 placas, de 7,5 toneladas cada, são controladas para proporcionar ao público a melhor qualidade de som possível. Esta flexibilidade, graças ao movimento das placas, possibilita a apresentação de qualquer tipo de concerto.
SAIBA MAIS
SALA SÃO PAULO
Praça Júlio Prestes, 16 - Luz - (11) 3223-3966
Bilheterias: seg a sex, das 10 às 18h. Sábado: das 10h às 16h30. Domingos: das 9h às 11h.
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