Dirigir com segurança e autonomia
Constantemente nos deparamos com placas promissoras: “Dirija sem medo”, mas de onde ele vem?
Por Camila Silva



O automóvel é uma das paixões nacionais do brasileiro. No entanto, muitas pessoas demonstram um sentimento bem diferente em relação ao ato de dirigir veículo: “O carro para mim era um monstro”, declara Adriene Gonçalves, 23 anos.
Sabemos que dirigir em São Paulo não é uma tarefa fácil. Com o grande número de batidas, engarrafamentos e chuvas, o cenário pode parecer assustador e estressante. Porém, na nossa sociedade urbana, dirigir é uma questão de sobrevivência.

Os porquês

Os principais fatores que influenciam o medo são: acidentes, o ambiente agressivo do tráfego e a personalidade do motorista. Pessoas perfeccionistas
e autocríticas tendem a desenvolver essa fobia, uma vez que seus erros ficam expostos.
A falta de preparo na formação do condutor é outro fator relevante. Geralmente, o medo aparece depois que o motorista tem a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) nas mãos. Quando se vê sozinho, diante dos retrovisores, câmbio, embreagem e acelerador, muitas vezes o novo motorista se desespera.

Encarando seus medos

A decisão de superar o medo pode levar um bom tempo: “Eu tinha habilitação há 20 anos. Depois que tirei a licença, tentei praticar em seis auto-escolas, e realmente não deu certo”, relata a professora de Artes Paula Caetano, 53 anos.
Para se livrar desse bloqueio, o indivíduo pode tentar superar o medo sozinho, desde que ele tenha o controle do carro: “A falta de conhecimentos para conduzir o carro ou a super exposição ao medo podem aumentar a sensação de insegurança e causar um trauma na pessoa", afirma a psicóloga Cecília Bellina, especialista em comportamento e que trabalha com pessoas que tem pânico na hora de dirigir.
Outra dica importante apontada por Bellina é que o motorista faça uma aproximação progressiva do seu problema. “Não adianta querer ir até São Paulo se você mal consegue tirar o carro da garagem. É melhor estabelecer pequenos
objetivos e conquistá-los passo a passo.
A especialista ressalta ainda a importância de que paciente participe de grupos terapêuticos. “Ao dividir suas experiências, os membros do grupo se sentem motivados a cumprir suas tarefas e dão apoio uns aos outros em prol do objetivo comum: enxergar o carro como um meio de transporte simples, útil e
capaz de proporcionar muito mais autonomia no dia a dia”, finaliza.

Etapas da superação do medo:

1º etapa:
reaprendizagem. É muito importante saber dirigir bem, pois vai deixá-lo mais seguro.

2º etapa:
estabeleça dez objetivos e cumpra-os aos poucos. Em um dia você
tira e guarda o carro da garagem.

3ª etapa:
continue o processo. Dê uma volta no quarteirão.

4ª etapa:
Dê duas voltas.

5ª etapa:
continue estabelecendo tarefas até que se sinta seguro para encarar
lugares de maior movimentação.

IR PARA O SUMÁRIO DO SUPLEMENTO

IR PARA O SUMÁRIO DESTA EDIÇÃO

PÁGINA INICIAL