A Mobilidade urbana na cidade de São Paulo
O Movimento Nossa São Paulo apresentou a pesquisa sobre mobilidade urbana durante evento de comemoração do Dia Mundial Sem Carro
Por Caio Tosi


Movimento Nossa São Paulo apresentou a 3ª edição da pesquisa sobre mobilidade. Os resultados mostram que a insatisfação com o caos no trânsito é tamanha, que um número crescente de paulistanos apoia medidas polêmicas como a instituição de dois dias de rodízio e a cobrança do pedágio urbano, como alternativas para melhorias na mobilidade da cidade.
Ao todo 805 pessoas foram entrevistadas entre os dias 28/08 e 01/09. Outros temas abordados na pesquisa foram meio ambiente, qualidade do ar, principais problemas da cidade e medidas para diminuir o trânsito na região. A margem de erro pode chegar a três pontos percentuais.

Transporte
• As três principais reclamações a respeito do trem, ônibus e metrô são: rotas que não cobrem alguns percursos, o conforto e o tempo de espera.
• Aumentou o número de motoristas que deixariam o automóvel na garagem: 43% dos entrevistados com certeza adotariam os coletivos e mais 35% provavelmente fariam a troca se houvesse uma boa alternativa de condução.
• Mas, ainda que uma melhora significativa fosse promovida, cerca de 20% dos participantes que utilizam o carro diariamente não usariam o transporte público paulistano de forma alguma, devido à insegurança, má conservação e ausência de conforto.

Trânsito

• Para solucionar o congestionamento metropolitano, 42% acreditam que a construção e ampliação das linhas de trem, metrô e corredores de ônibus deve ser prioridade no plano de governo.
• Sobre novas pistas da Marginal Tietê, a maioria das pessoas se mostrou favorável, porém, preferiam que o dinheiro fosse empregado no transporte coletivo.

Saúde

• Uma das grandes preocupações do paulistano é a saúde: 65 % dos entrevistados apontaram a área como principal setor problemático da capital.
• A poluição do ar foi apontada por 78% dos respondentes como o mais grave problema da cidade.
Os participantes o classificam como grave ou muito grave e responsabilizam os veículos movidos a diesel, ou seja, caminhões e ônibus.

Táxi: uma importante alternativa de transporte

Dirigir em São Paulo é uma tarefa árdua. Porém, tão difícil quanto dirigir é encontrar uma vaga para estacionar. Deixar o carro na Paulista, por exemplo, pode custar até R$ 17, apenas na primeira hora. E as vagas de Zona Azul, cada vez mais reduzidas, tiveram o seu valor reajustado de R$ 1,80 para R$ 3,00, a
partir do dia 5 de outubro.
Nesse cenário, estabelecer um roteiro que inclua o táxi na rotina de deslocamentos pela cidade pode ser uma alternativa eficaz e econômica para o usuário. Além de proporcionar uma maior mobilidade, evita gastos com combustível, estacionamento e quilometragem do próprio veículo. Outro ponto a considerar é a conquista de uma melhor qualidade de vida e saúde, com a
redução do número de veículos circulando pela cidade.

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