Catavento
Um espaço para brincar de cientista de verdade!

As crianças e jovens da cidade de São Paulo ganharam no último dia 23 de
março, um novo e arrojado projeto cultural e educacional: o Museu Catavento. Localizado no Palácio das Indústrias, no Parque D. Pedro II, na região central da cidade, o novo equipamento conta com uma área de 8 mil m2, onde estão dispostas 250 atrações, que propiciam um intenso diálogo entre as mais
diferentes áreas do conhecimento. Conhecido também como Museu da Criança,
o novo espaço leva o visitante a uma viagem interativa, onde é possível tocar em um meteorito de verdade, encontrar Ghandi em uma escalada, conhecer o corpo humano por dentro, entender como funciona um gerador de energia, ou ainda descobrir que, quando visto de perto, o sol não é tão redondo como o vemos no nosso céu de todo dia.
Do átomo ao sistema solar
Cuidado em todos os detalhes, o Catavento deixa a impressão que nada ficou de fora: do átomo ao maior planeta do sistema solar; do menor inseto aos maiores animais da Terra; das leis da física às transformações químicas; do ecossistema até às prementes questões da preservação ambiental.
Composto por quatro diferente seções – Universo, Vida, Engenho e Sociedade – o Catavento faz valer plenamente a expressão popular que é possível “aprender brincando”. Em cada uma das seções os visitantes encontram vídeos, painéis
maquetes, que atuam como suporte didático.
Idéias simples como convidar para que o visitante coloque o seu pé sobre a pegada do astronauta Neil Armstrong na lua, ou ainda, apertar uma das estrelas que compõem a bandeira do Brasil e descobrir qual estado ela representa, em um misto de astronomia e geografia, intensificam a interatividade com os jovens.
Um lugar para colocar a mão na massa
E as atrações não param de se suceder. Ao girar uma manivela o jovem pode fazer uma pequena cidade inteira se iluminar, com o funcionamento de uma hidroelétrica em miniatura. Pode também experimentar sensações ópticas numa “casa maluca”, ou ainda compreender como funciona a eletricidade estática fazendo os cabelos ficarem, literalmente, em pé. Algumas instalações interativas permitem sua manipulação diretamente pelos visitantes – painéis estrategicamente colocados explicam como fazer. Outras, contudo, necessitam do auxílio dos educadores e monitores que interagem nas atividades e organizam jogos de perguntas e respostas, experimentos de química, ajudam
a manusear experimentos que comprovam as leis da física, organizam o cinema 3D, explicam ilusões de ótica e acompanham de forma divertida
todo o trajeto realizado pelos visitantes.
Espaço de referência para a educação
Fruto de uma parceria entre a Secretaria da Cultura e Secretaria da Educação, o Catavento consumiu investimentos da ordem de R$ 20 milhões e, segundo o secretário de Estado da Cultura João Sayad, deverá ser um espaço de referência para o ensino e conhecimento científico no Brasil. Recomendado para crianças a partir de seis anos, a estimativa é que o Catavento receba até
o final do ano cerca de meio milhão de visitantes. Desse total, aproximadamente 15 mil serão alunos da rede pública estadual, uma vez que oferece muitas atrações para diferentes faixas etárias, sempre com uma preocupação pedagógica.
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