Previdência Privada
Como escolher o melhor plano?

Investir em um plano de previdência complementar – também conhecido como
previdência privada - é uma necessidade cada vez maior, para quem pretende garantir um padrão de vida próximo daquele que mantém quando está no auge de sua capacidade de trabalho.
Mas isso não é uma tarefa assim tão simples. Realizar a escolha do plano que melhor se adapte às suas características pessoais, profissionais e familiares é algo que vai muito além de entrar em uma instituição financeira e assumir um compromisso de investimento sem maiores critérios. Agir assim vai fazer com que você, quase com certeza, perca dinheiro.
Como funciona?
Ao iniciar um plano, você irá acumular renda a partir dos depósitos regulares que irá realizar, e que serão aplicados em fundos de investimentos que rendem mensalmente. A rentabilidade do investimento irá depender das aplicações realizadas pelo administrador do seu plano. Na hora da escolha do plano, você poderá escolher o valor que deseja depositar, a duração desse investimento e quanto deverá receber no futuro.
Para receber o benefício acumulado, o investidor poderá optar pelo saque integral do valor investido (pecúlio), ou escolher receber mensalmente uma parcela, que pode ser por um período determinado ou renda vitalícia.
Renda Fixa e Renda Variável
Os planos de previdência fechados – onde só podem participar pessoas pertencentes a um determinado grupo ou associação - ou abertos – onde qualquer investidor pode participar - permitem que o segurado aplique parte
das suas contribuições em renda variável e em renda fixa. Podendo chegar ao limite de investir até 49% das suas contribuições em renda variável e o restante em renda fixa.
Dicas e cuidados na escolha do plano
Como qualquer produto do mercado, os planos de previdência complementar oferecem boas opções e outras não tão boas. Veja abaixo alguns pontos fundamentais para serem analisados na hora de realizar o seu investimento:
Taxa de administração do fundo – Os planos de previdência complementar investem em fundos de investimentos que cobram diferentes valores de taxa de administração. Você deve verificar se o valor dos custos de gestão são compensadores. O que o plano está lhe dando em troca?
Taxa de Carregamento - Outra taxa que você deve verificar é a taxa de carregamento, que é uma taxa de entrada que pode ir de zero a 5% ao ano.
Se investir, por exemplo, 1 mil reais e for cobrada uma taxa de 5%, será depositado na sua conta um valor de 950 reais. Outra característica dessa
taxa é que, quanto maior o volume de recursos que você deposita, menor será a taxa.
Taxa de Saída – E uma taxa que varia de acordo com o prazo que você permanecer no fundo. Se mantiver seu investimento por 1 ano essa taxa pode chegar a 10%. Se você acumulou 1 mil reais, vai poder resgatar apenas 900 reais. Se ficar mais, essa taxa pode até tender a zero.
Histórico de rentabilidade - O investidor precisa ainda acompanhar e fazer uma análise sobre o histórico de rentabilidade do investimento escolhido e comparar com planos de previdência com as mesmas características. Além disso, leia com toda atenção o contrato de adesão e não deixe nenhuma dúvida no ar.
Consulte especialistas ou fale muito francamente com o gestor do seu plano. Além disso, identifique o seu perfil de investidor antes de começar a fazer as contribuições, principalmente em renda variável, onde os riscos são maiores.
• Para evitar qualquer tipo de problema em relação à idoneidade da seguradora, busque informações na Susep (Superintendência de Seguros Privados) e dê preferência para aquelas de renome nacional ou internacional.
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