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De olho na manutenção
Fique alerta para escolha da vela de ignição em veículos convertidos para GNV
Por Waldir Martins

A escolha da vela de ignição após a conversão de um veículo para GNV (Gás
Natural Veicular) é um fator que exige todo cuidado, pois, com a mudança do combustível, o veículo pode apresentar uma série de problemas, como perda de potência, maior temperatura de trabalho do motor e deficiência no enchimento da câmara de combustão, além de exigir maior voltagem para centelhamento
das velas. Segundo Ricardo Namie, chefe da Assistência Técnica da NGK, uma das maiores fabricantes mundiais de velas de ignição, esse tipo de problema acontece porque os veículos convertidos para GNV requerem uma voltagem maior do sistema de ignição em relação à voltagem utilizada no combustível original. “Para evitar danos ao veículo o motorista deve buscar velas de ignição que exijam uma tensão de ignição menor do que as velas convencionais, de modo a atenuar o aumento de tensão no sistema de ignição”, afirma.
Cuidados garantem maior vida útil ao motor
Outros cuidados ainda são necessários para garantir uma maior durabilidade e
ausência de problemas para o motor convertido, alerta o especialista. “Na aplicação do GNV, devido ao desgaste acentuado dos componentes do sistema de ignição, é recomendável a substituição dos cabos e vela de ignição com a metade da vida útil recomendada para o combustível original. Também é necessário que a revisão preventiva dos componentes aconteça a intervalos menores. Esta verificação deverá ser feita por um profissional capacitado e de
confiança”, completa.
Manutenção preventiva evita o efeito Back Fire
O “back fire” é um outro problema que o motor convertido para o GNV pode apresentar e que tem como causa principal o ponto de ignição atrasado. Como o veículo movido a GNV possui velocidade de queima menor, é necessário que o ponto de ignição do veículo seja adiantado. Outra causa do fenômeno são as falhas no sistema de ignição e a instalação e/ou regulagem incorreta do kit GNV, que resulta em uma mistura pobre de ar e gás e na diminuição da velocidade de queima. Essas reações podem gerar danos ao sistema de admissão, como alojamento do filtro, coletor de admissão de plástico e perda do pleno desempenho do automóvel. “A manutenção preventiva do sistema de ignição é a melhor maneira de evitar o problema. Em veículos convertidos a GNV a troca das velas de ignição deve acontecer a cada 10 mil quilômetros. Também é importante a instalação do gerenciador de emissões e variador de avanço, além de trabalhar com misturas adequadas, que possibilitam a diminuição da resistência dielétrica do automóvel”, finaliza Namie.
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