Prestação de serviços na prática
Uma mistura de paixão pela cidade e cidadania ajudam a construir uma metrópole mais humana
Por Waldir Martins

Didson Edmar Ferreira
Onde mora: Bom Retiro
Profissão: Agente de trânsito

Um paranaense que, nascido em União da Vitória/PR, aos 16 anos chegou a São Paulo e, como milhões de outros brasileiros, amou e adotou a cidade
como sua. “Desde que cheguei, fiquei no bairro do Bom Retiro. Como meu pai não quis permanecer na cidade, acabei morando sozinho. No começo, trabalhei como faxineiro de uma loja no bairro, com um ano e pouco passei a outras funções, cheguei a subgerente e depois gerente”, diz ao relembrar seus primeiros dias na cidade. Determinado, Didson investiu em alternativas para poder criar para si uma nova vida na cidade. “Meu pai era professor, então estudar era uma coisa fundamental. Fiz ensino médio, depois o técnico de enfermagem e fui trabalhar no hospital Osvaldo Cruz. Apenas no ano 2000
prestei concurso e entrei na companhia”.

Trabalhar na cet e melhorar a cidade
A decisão de trabalhar na CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – foi motivada por duas questões principais: participar de uma forma ativa para a melhoria da cidade e também conquistar um trabalho estável, capaz de oferecer uma maior segurança para sua família. “Entrei na companhia em 2001 e de lá pra cá estou na rua aprendendo a cada dia novas formas de contribuir com a cidade”. Adaptado ao seu trabalho, Didson não se importa em ser chamado de “Marronzinho” e fala sobre as oportunidades que seu trabalho oferece para melhorar o cotidiano das pessoas. “Quem não conhece nosso trabalho não consegue dimensionar o tamanho da prestação de serviços que a CET oferece
à cidade, a diferença que faz um “Marronzinho” na qualidade do trânsito. Muitas vezes, fora do nosso horário de trabalho, quando, como cidadão comum, passo por um cruzamento congestionado, por exemplo, inevitavelmente penso: ‘Ah, um Marronzinho aqui faria toda diferença’”. a força da prestação de serviços Participando diretamente da vida da cidade há quase oito anos, Didson fala com orgulho do trabalho que realiza junto à população. “Além do papel de fiscalizar as infrações no trânsito, o trabalho do agente de trânsito tem um foco especial
na prestação de serviços, oferecer orientação aos motoristas, dar suporte para remoção de veículos usados. Sempre é preciso agir rapidamente para desobstruir as vias, ou a cidade termina por sofrer um grande desgaste. Isso é como entendemos prestação de serviço”.

A cidadania como ferramenta de trabalho
Em contato direto com a população, Didson ressalta a importância da cidadania para minimizar os transtornos do trânsito. “Não se pode dizer que existe falta de educação no trânsito, o que existe é falta de cidadania, desde uma coisa aparentemente sem importância como a pessoa jogar uma ponta de cigarro no chão. Tem pessoas que jogam papel, copos, latas de refrigerante e isso é falta de amor pela terra em que vive. Talvez se tivesse uma campanha publicitária,
que levasse as pessoas a terem mais amor pela terra, amar São Paulo de verdade. Fazer isso por todos os paulistanos, inclusive aqueles que, como eu, aprenderam a amar e defender essa cidade. Seria importante falar um pouco
mais desse amor e preservar o que é nosso”, finaliza.

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