São paulo vai às compras
Esses tradicionais templos do consumo oferecem o que existe de melhor em produtos, serviços e lazer, tudo no mesmo lugar

Ao chegar o final do ano, quando a cidade se veste de luzes e brilhos para
mostrar o que tem de melhor, o segmento de shopping centers ganha destaque
especial junto aos paulistanos e mostra a força de uma indústria que não pára de crescer e oferecer novas alternativas de consumo. Trazendo consigo um contexto que se traduz como modernidade e progresso, no qual a segurança para os usuários e a praticidade de encontrar tudo no mesmo lugar recebem um destaque especial, a proposta dos shopping centers desde sempre conquistou os brasileiros, que os elegeram como sua principal opção de
consumo e lazer. Decorações fantásticas, eventos, atividades, shows; os centros de compras e as lojas, que já contam com projetos e layouts modernos e arrojados, no Natal intensificam essa tendência e se transformam em verdadeiras atrações para adultos e crianças, em uma festa de algodão de vidro, fios de ouro e prata, grandes arranjos, muitas ofertas e outros elementos de decoração. Para além de um espaço de simples compra e venda de produtos e serviços, os shopping centers se inseriram na vida cotidiana como um espaço privilegiado para o encontro e a busca por sonhos e realizações. Um lugar onde o ato de comprar e vender extrapola em muito o simples valor econômico, ou a necessidade de consumir. Desejo, consumo, prazer e realização formam e informam os consumidores, e suas mais diferentes tribos, dos quase infinitos fluxos e contra-fluxos de modas e estilos desse novo modo de vida. Completamente aderidos à paisagem da cidade de São Paulo, esses empreendimentos cada vez mais fazem parte da rotina de milhões de paulistanos. Bater papo e tomar um café com os amigos, ir ao cinema, um jantar especial, namorar, ir ao teatro, ou mesmo um show de música ao “ar livre”, ou ainda ir naquela livraria “cabeça”, tudo isso equivale a ir ao shopping. E todos nós vamos e nos sentimos atraídos pelo conforto ambiental e a diversificada oferta de produtos e serviços.
Investir, investir, investir
Mesmo diante da atual crise financeira mundial, que indistintamente mobiliza europeus, americanos e asiáticos em busca de alternativas para evitar a recessão, a indústria dos shopping centers continua mostrando um fôlego
invejável. Segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o setor fechou o ano de 2007 com faturamento de R$ 58 bilhões, com um crescimento de 16% em relação ao ano de 2006 e para esse ano de 2008, acena com um aumento de 11% no total de vendas em relação ao ano passado. Esse expressivo crescimento ocorrido nos últimos anos se explica também pelos investimentos realizados na profissionalização do setor e na construção de novas unidades. Segundo dados de pesquisa divulgada pela Associação
Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop), até o final de 2008 o mercado terá
16 novos centros de compras, dois dos quais, o Bourbon Shopping Pompéia e o Shopping Cidade Jardim, na cidade de São Paulo. Segundo estimativas da Abrasce, no final de 2008 serão 367 os shoppings no país, que devem
receber cerca de 300 milhões de visitantes por mês. E para o ano de 2009, já foram anunciados outros 16 empreendimentos e a movimentação deve continuar.
Evolução: mais empregos
A capacidade do empresário brasileiro do segmento de shopping centes de identificar as demandas dos consumidores e apresentar adequadas
soluções de consumo, também deve ser ressaltada como um dos principais diferenciais para o crescimento do setor no país. A partir do final dos anos 90, os shoppings no Brasil começar a sofrer um intenso processo de readequação de seus layouts, para que pudessem, através de novas configurações, suprirem
de maneira satisfatória os desejos dos consumidores.
Outro diferencial que o setor tem apresentado são os novos conceitos de empreendimentos empregados no Brasil, como o open mall, que tem luz natural e lojas abertas para ruas e jardins. Com todos esses fatores favoráveis, o segmento se tornou uma grande força propulsora de desenvolvimento, promovendo crescimento urbano, valorização imobiliária, aprimoramento
do comércio local e, conseqüentemente, gerando um grande número de empregos diretos e indiretos. “O trabalho dos empreendedores nacionais
tem sido cada vez mais valorizado pelo sucesso dessa indústria e pela sua característica cada vez mais global”, destaca o presidente da Abrasce, Marcelo Carvalho. Em 2007, foram criadas mais de 105 mil vagas e o setor responde atualmente por cerca de 629.700 empregos diretos. “Os indicadores, tanto de vendas como de vacância, comprovam o quanto essa indústria cresce de maneira saudável. Os lojistas sentem-se seguros para fazer seus investimentos, uma vez que contam com a maturidade na gestão dos shoppings”, afirma Luiz Fernando Veiga, diretor executivo da Abrasce.
A força da indústria do Shopping
A pesquisa “O Impacto Econômico da Implantação de Shopping Center”, realizada pelo Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento de Mercado (IPDM), por encomenda da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), explicita essa importância do setor para o desenvolvimento
da economia. Tomando como amostragem 17 cidades de porte médio, em várias regiões do País, que tiveram shoppings inaugurados entre os anos 2000
e 2004, o estudo revela que a instalação dos centros de compras reflete positivamente na geração de empregos e na valorização tributária.
Os principais pontos de destaque na avaliação estão no crescimento da arrecadação tributária, principalmente relativa ao IPTU - as cidades com shopping centers tiveram 31% de aumento na arrecadação desse imposto,
contra 20% das que não possuem centros de compras; e geração de empregos - nas cidades que possuem centros de compras houve crescimento de 24% nas ofertas de postos de trabalho, sendo que as cidades equivalentes que
não possuem shopping tiveram crescimento de apenas 13% nos postos de trabalho. Além da valorização imobiliária os shoppings provocam uma reativação de estabelecimentos de comércio e serviços no entorno, derrubando
assim o estigma de que shoppings prejudicam o comércio de rua.
Shopping Anália Franco

Além de um mix de lojas completo e qualifi cado, oferece excelentes serviços
e uma excelente ambientação – paisagismo, iluminação natural, corredores largos e pé direito alto, lounges – que tornam a estada no estabelecimento
um momento extremamente agradável. Possui 237 lojas, incluindo grandes redes como Carrefour, Companhia Atlhetica, Laboratório Fleury, Tok & Stok, Outback SteakHouse e UCI Cinemas, com 9 salas.
Bourbon Shopping Pompéia

Os oito pavimentos abrigam um mix de 210 operações comerciais, entre restaurantes, ampla praça de alimentação, área para eventos, dez salas de cinema Cinearte Arteplex, estacionamento coberto com três mil vagas, e (a partir do próximo semestre) a primeira sala com sistema IMAX do Brasil, e um moderno e qualifi cado teatro com 1.500 lugares.
Shopping cidade Jardim

Com o Shopping Cidade Jardim, chega a São Paulo um conceito inspirado nas ruas mais elegantes do mundo e nos centros comerciais de maior sucesso no exterior. É o primeiro shopping center aberto da cidade, com luz natural, e lojas de frente para jardins.
Shopping Villa-Lobos

Localizado a 3 minutos da Praça Panamericana, em uma das regiões mais nobres de São Paulo – Alto de Pinheiros. O Shopping foi desenvolvido
para promover o máximo em funcionalidade e beleza. Com luz natural, o projeto
do complexo é arrojado, privilegiando a circulação em função do conceito de circuito oval. Entre as atrações, destacam-se: rede de cinemas Cinemark, Livraria Cultura, Pepper, Zara, C&A entre outras.
Shopping Pátio Paulista

Composto por 217 lojas distribuídas em quatro pisos, após a entrega da primeira fase de revitalização e expansão, o shopping tem como âncoras as lojas Zara, Saraiva Megastore e Fast Shop, marcas internacionais como a A|X Armani Exchange e a Calvin Klein Jeans, e mega lojas como a Brooksfield e a Camicado Houseware. Em andamento, a segunda fase das obras será entregue com novas salas de cinema Stadium, teatro e restaurantes.
Shopping Iguatemi

Inaugurado na década de 60, o Iguatemi São Paulo foi o primeiro shopping do Brasil e o precurssor na América Latina no consumo dentro de shoppings. Considerado ponto de referência e cartão de visitas da capital, tem destaque entre os formadores de opinião. Conquistou posição singular no segmento em que atua, utilizando estratégias operacionais, comerciais e de relacionamento diferenciadas com seu público.
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