Vida de Taxista
Um Ponto de orgulho para a cidade


Instalado em uma das regiões da cidade de São Paulo onde a urbanidade fica totalmente explícita, com seu oceano de prédios e grandes vias de tráfego à vista, o ponto de táxi da estação Sumaré do Metrô chama atenção por apresentar um visual totalmente diferente.
Com uma ampla cobertura, o ponto mais parece um chalezinho de uma cidade do interior, com bancos onde as pessoas podem se sentar, televisão, uma vista maravilhosa e um jardim repleto de flores e plantas de várias espécies.
Toda a transformação começou no ano de 1995, quando Marco Antonio Maia, depois de trabalhar durante 13 anos como bancário, decidiu sair do banco e comprou um táxi. O que era para ser a princípio apenas uma alternativa de trabalho terminou por se revelar como uma verdadeira vocação e pouco tempo depois Maia tomou o taxi como o negócio da sua vida.

O ponto no lugar certo
Através de um acordo com o Metrô Sumaré, Maia conseguiu seu ponto. O problema é que a Prefeitura autorizou o ponto em um local distante da saída do metrô, fazendo com que vários taxistas desistissem de trabalhar no local.
“Nós tínhamos que pedir uma autorização para o Governo do Estado ceder um pedacinho da vaga e a Prefeitura ceder a outra metade, foi quando entrei com um processo no Metrô e eles aprovaram o nosso ponto aqui, com fácil acesso para os passageiros”, conta o taxista.
Dois anos depois, em 1997, junto com seis outros permissionários, Marcos resolveu iniciar algumas mudanças no novo ponto de táxi. De acordo com ele, no começo o lugar era muito precário, com ratos, lixo e muito mato, então todos
os taxistas se mobilizaram para limpar, reformar e fazer ali um belo jardim.

Um jardim reciclado
Criado a partir de materiais recicláveis, o jardim tem plantas de diversos tipos. “Quando passamos pelas ruas e encontramos uma caçamba com um vaso ou
com uma planta que foi jogada fora, nós pegamos, reformamos e colocamos no nosso ponto”, afirma Marcos. Esse clima de participação e solidariedade se refl ete na relação de trabalho, com uma forte união entre todos. “Quando alguém faz aniversário nós comemoramos e fazemos uma festa com direito a bolo, refrigerante e presentes.
Em datas especiais como o natal e festa junina decoramos todo o local e montamos até uma mesa de café da manhã”, completa o taxista.
Marcos Antonio finaliza dizendo cheio de orgulho: “Hoje temos o respeito e somos admirados pelos nossos vizinhos e passageiros.
Recebemos muitos elogios e é comum trazerem até os parentes aqui tirar fotos. Nós ficamos muito felizes em poder realizar nosso trabalho com muita simpatia e honestidade”.

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