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São Paulo terá Táxis adaptados para deficientes físicos
Por Jacqueline Toledo

   

A Prefeitura Municipal de Transportes, em evento realizado no pátio da Associação de Apoio à Criança Deficiente do Ibirapuera, apresentou um novo modelo de táxi adaptado para o transporte de passageiros com deficiência física ou mobilidade reduzida, que passará a circular na cidade nos próximos meses.
Através de um concurso, realizado pela Secretaria Municipal de Transportes no dia 20 de agosto, foram sorteados 120 candidatos interessados em obter os novos alvarás. Desse total, os 80 primeiros foram convocados, enquanto os
demais aguardam para o caso de desistência ou inadequação por parte dos que já foram chamados. As inscrições, realizadas pelo Departamento de Transporte Público, tiveram um total 299 protocolos emitidos, sendo 153 para pessoas físicas e 146 para pessoas jurídicas, distribuídos entre 19 empresas que se cadastraram.
Após a convocação, o candidato terá 90 dias para apresentar o carro que será vinculado no alvará de estacionamento. Vale ressaltar que esse veículo deverá estar totalmente adequado ao Manual dos Requisitos Técnicos Básicos para Táxi Acessível, sob pena de perda da vaga sorteada.

Atender passageiros especiais
A tarifa cobrada por esse novo modelo será a mesma dos demais táxis que circulam pela cidade e a adaptação sairá por cerca de R$ 25 mil, sem incluir o valor do veículo, e será responsabilidade dos proprietários dos carros.
Os novos táxis serão distribuídos em diversos pontos da cidade de São Paulo, principalmente próximos a hospitais especializados no tratamento de deficientes físicos.
Uma Dobló Táxi com teto elevado, fixador, cinto de três pontos e plataforma elevatória que facilita o acesso de quem utiliza cadeiras de rodas foi o modelo apresentado pela empresa Cavenaghi, responsável pelo desenvolvimento
do projeto da prefeitura.

A construção de um novo mercado
De acordo com a assessoria de comunicação do Sindicato, a proposta de implantação dos taxis adaptados na cidade de São Paulo tem pontos delicados: “É preciso levar em conta o alto investimento a ser feito pelo taxista. Como
é um mercado novo e ainda não conseguimos medir o tamanho do retorno que dará, acreditamos que é um negócio arriscado”.
A Vereadora Mara Gabrilli, portadora de necessidades especiais, foi conferir a apresentação do novo modelo de táxi. “As pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida têm o direito, assim como todos os cidadãos, de se locomover pela cidade de táxi. Acredito que haverá muita procura, pois existem três milhões de pessoas com mobilidade reduzida na nossa cidade. No Rio de Janeiro os táxis adaptados são um grande sucesso e em São Paulo não será diferente”, finaliza a vereadora.

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