Emurb inicia pesquisa para padronizar abrigos de táxi

A Prefeitura de São Paulo, através da Emurb – Empresa Municipal de Urbanização, está realizando um detalhado levantamento de todos os pontos de taxi na cidade de São Paulo com o objetivo de promover um processo de ordenamento e padronização de todos obrigos.
Segundo Regina Monteiro, diretora de meio ambiente e paisagem urbana da prefeitura, o levantamento já vem sendo realizado a cerca de seis meses e pretende estabeler um padrão para as estruturas dos abrigos de cada ponto. “Esse trabalho irá identificar onde e como estão instalados todos os pontos de
taxi da cidade, de modo a definir a melhor forma de uso do espaço público tanto para os usuários, como para transeutes e também para os motoristas.” Apontado como um trabalho minuncioso e detalhista, o levantamento, ainda segundo Regina Monteiro, deverá avaliar individualmente cada um dos pontos taxi da cidade. “Acreditamos que na grande maioria dos pontos não existirão problemas, mas, com certeza, alguns locais terão que se adequar quando da implementação da nova proposta”
Para a diretora do Emurb “não existe nenhum problema se os motoristas optarem por dispor de internet, televisão, local para repouso, banheiro e outras estruturas, desde que estejam de acordo a legislação”.
A diretora do Sinditaxi, Sueli Soares de Souza, consultada sobre o levantamento realizado pela Emurb, afirmou que o sindicato ainda não recebeu qualquer notificação sobre o mesmo. “Acreditamos que o trabalho de padronização
é muito importante para a categoria e também para os usuários, mas não temos nenhuma informação sobre o desenvolvimento desse projeto”, finalizou.
Alterações na Zona Azul trazem transtornos à região dos Jardins
Entrou em vigor no dia 4 de agosto a medida de redução de estacionamentos de Zona Azul realizada pela Companhia de Engenharia de Tráfego. No Jardim Paulista, das 1.902 vagas, 636 foram desativadas e 123 criadas. Na Consolação, de 290 vagas, 45 foram desativadas e 42 implantadas. Em alguns
trechos houve só a ampliação do horário de proibição, e em outros, a substituição da zona azul pela proibição.
Essas novas mudanças surpreenderam não só os moradores da Consolação e dos Jardins, como também taxistas, comerciantes e outros trabalhadores da região. A maioria, apesar de atestar que a fluidez do trânsito melhorou, reclama das mudanças radicais adotadas pela CET.
Além de todas as vagas reduzidas na região, alguns pontos de táxi tiveram que mudar de lugar, dificuldado o acesso de passageiros. De acordo com a diretora social do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, Suely Soares de Souza, a mudança prejudicou os taxistas. “A CET não comunicou nenhum taxista a respeito das mudanças, eles mudaram os pontos de táxis durante a madrugada e no outro dia os pontos já não estavam mais ali. Para a maioria
dos taxistas as mudanças não foram boas, eles estão sendo prejudicados”, diz Suely.
Um exemplo da gravidade da situação pode ser identificado no ponto de taxi da
Rua Joaquim Eugênio de Lima, que, depois de 19 anos no mesmo local, sem aviso prévio, teve seu ponto mudado para outro quarteirão, acarretando uma queda de cerca de 80% no faturamento dos taxistas do ponto. “O pior é que o DTP não quer nenhuma forma de diálogo. Tentamos falar com o Coronel (Roberto Allegretti, Diretor do Departamento de Transportes Público), mas ele disse que a única preocupação do DTP é com a fluidez do trânsito”, afirmou o
motorista Antônio Moreira, que trabalha no ponto há mais de 17 anos.
Os comerciantes locais também temem uma significativa queda no faturamento,
uma vez que a extinção das vagas de zona azul tem dificultado o acesso de clientes às lojas e estabelecimentos.
A multa aplicada para quem não respeitar a nova lei e estacionar em local proibido varia entre leve, média e grave. Na média a multa é de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira de habilitação. Na leve a multa é de R$ 53,20 e três pontos carteira. E a grave é de R$ 127,69 e cinco pontos.
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