Freios: economize e evite riscos
AO REALIZAR A MANUTENÇÃO PREVENTIVA NO SISTEMA DE FREIOS, VOCÊ EVITA ACIDENTES E GASTOS DESNECESSÁRIOS
Por Emanuel de Oliveira

No trânsito cada vez mais congestionado das grandes cidades, os cuidados com os freios são fundamentais para a segurança dos veículos e seus passageiros. Os avanços tecnológicos promovidos pela indústria automotiva têm garantido equipamentos capazes de proporcionar um excelente nível de segurança aos usuários, mas o papel do proprietário na utilização e manutenção adequada desses equipamentos é quem vai garantir a durabilidade e evitar riscos desnecessários.
De acordo com Josenildo João dos Santos, responsável pela oficina Fiat Itavema-Barra Funda, para garantir uma maior durabilidade de todos os equipamentos que compõem o sistema de freios – discos, pastilhas, tambores e fluídos-, a recomendação é que se faça a revisão do sistema a cada 7,5 mil quilômetros.
Outro ponto importante, apontado por Santos, a ser verifi cado no trabalho de manutenção preventiva é avaliar qual é o trânsito que o conjunto “motorista-veículo” enfrenta no dia-a-dia. “O motorista que diariamente trafega por um trânsito pesado, como a marginais, as vias do centro da cidade, ou a Avenida dos Bandeirantes, por exemplo, acaba fazendo um uso muito mais intenso do sistema de freios.”
Essa adequada avaliação entre o percurso e o desgaste sofrido pelos freios é muito importante para que o motorista programe a manutenção do seu veículo e evite surpresas desagradáveis.
Sempre trabalhando com foco na manutenção preventiva, Santos ressalta que uma falha no sistema de freios sempre é um problema sério e pode levar a graves acidentes. Contudo, identificar os sinais de que os freios necessitam de cuidados é uma coisa simples e visível mesmo para motoristas sem grande experiência. “Deixar de fazer a revisão e manutenção dos freios pode levar a problemas graves e vai resultar em um custo muito maior quando for obrigado a fazer a manutenção por algum problema”, pondera.
Os discos de freio também devem ser verificados a cada manutenção e é recomendável que sejam substituídos a cada duas trocas de pastilhas. “Por vezes o motorista, ao invés de fazer a tro do disco, faz apenas uma retífica, e isso pode ser um risco muito grande. Além de comprometer o desempenho dos freios, essa prática pode levar a trincas e mesmo ocasionar a quebra do disco”, analisa o especialista.
O uso continuado do sistema de freios pode levar também a um superaquecimento, resultando no que se chama de “fadding”, que é o endurecimento da pastilha, fazendo com que ela perca o atrito com o disco, conforme explica Josenildo. “O pedal continua normal, mas não existe atrito e o carro não pára”.
Outro problema que pode decorrer do superaquecimento é a fervura do óleo, provocando bolhas no sistema e perda de pressão. “Depois que o óleo ferve ele perde a viscosidade e é preciso realizar a troca. Para isso é importante verificar as especificações de cada veículo e procurar uma oficina de sua confiança”.

Sistema de freios

O sistema de freios funciona através de um conjunto de pistões, mangueiras flexíveis e pequenos tubos de metal, que possibilitam a circulação do fluído de freio. Ao acionar o pedal do freio, o cilindro mestre - um pistão - pressiona o fluído que transmite a pressão exercida no pedal até as rodas e freia o carro.

Freio a disco

Nesse modelo as pastilhas são acionadas pelo sistema hidráulico e comprimem um disco que fica acoplado à roda, fazendo com que o veículo perca a velocidade.

Freio convencional

O sistema de freios constitui uma das partes mais importantes e vitais de um veículo. Corretamente conservado e ajustado, proporciona ao motorista a garantia de uma frenagem segura, sob as mais diversas condições de tráfego.

Freio de mão

Utiliza um sistema mecânico composto por alavancas que trava as rodas traseiras. Funciona através do freio a tambor. Sua função é impedir que o carro se mova quando estacionado

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