O pneu nosso de cada dia
10 RESPOSTAS PARA TODAS AS PERGUNTAS QUE VOCÊ TINHA SOBRE PNEUS
Por Ivan Fonterón
4. Como posso saber as características
dos pneus do meu carro?
Todo pneu traz em sua lateral um código repleto de informações, uma espécie de RG que identifica
o tipo, o tamanho e até a velocidade e o peso que ele pode suportar. Confira:

5. Como eles são feitos?
Se você acha que a borracha é o principal componente de um pneu, saiba que ela responde por apenas 25% de sua estrutura. O resto é uma combinação de poliéster, náilon, arames de aço, cobre, enxofre, pó-de-sapato e pigmentos químicos. Um pneu não poderia ser tão resistente se fosse feito apenas com a matéria-prima que jorra das seringueiras.
As diversas partes do pneu – banda de rodagem, talões, lonas – são produzidas em máquinas diferentes. Uma vez montados, todos os componentes formarão o chamado “pneu verde”, que será submetido à vulcanização. Nesta etapa, o pneu é posto dentro de um molde e prensado a 300º C; depois de 15 minutos, sairá com as raias e os sulcosimpressos na banda de rodagem. A alta temperatura ajuda a curar a borracha e a ligar firmemente todos os componentes. E o pneu já está pronto para rodar.
6. Que cuidados eu devo tomar para não encurtar a vida útil do pneu?
Adote como hábito quatro medidas essencias: calibragem, alinhamento, balanceamento e rodízio.
A mais importante sem dúvida é a calibragem, ou seja, a regulagem da pressão do ar. 0 Pode parecer exagero, mas os fabricantes recomendam que os pneus sejam calibrados pelo menos uma vez por semana, e sempre quando estiverem “frios”, ou seja, quando tenham rodado no máximo 2 quilômetros (para evitar que o ar quente altere a calibragem do pneu).
E quais são os riscos se a pressão estiver muito baixa? Bem, a falta de ar pode diminuir a estabilidade nas curvas, desgastar os “ombros”, produzir rachaduras na carcaça e ainda aumentar o consumo de combustível. Aumentar a pressão além do recomendado também não é uma boa: o excesso de ar pode desgastar a banda de rodagem (e fazer com que o pneu dure menos), provocar rachaduras nos sulcos e deixar o pneu mais propenso a estourar.

Se, ao dirigir, o carro estiver puxando para um dos lados, é sinal de que as rodas estão desalinhadas. Isto pode acontecer quando a suspensão sofre algum tipo de impacto, como o provocado por buracos ou meio-fio. Se você não fizer o alinhamento, o carro permanecerá instável e os pneus podem se desgastar de forma mais rápida.
Com o balanceamento, o peso sobre as rodas é uniformizado, o que evita que o pneu se desgaste de maneira desigual. A recomendação é que seja feito a cada 10 mil quilômetros, a cada troca de pneu ou a cada rodízio.
O chamado “rodízio” de pneus é uma ótima maneira de compensar a diferença de desgaste entre as rodas dianteiras e traseiras. Fazê-lo a cada 5 mil quilômetros significa estabilidade e desempenho renovados. Se os pneus forem radiais, a forma correta de fazer o rodízio é em linha reta: os de trás trocam de lugar com os da frente, mas sem inverter o lado (os da esquerda continuam na esquerda, por exemplo). Já os pneus diagonais devem fazer o rodízio em cruz: os de trás vão para a frente, no lado oposto (o pneu traseiro da esquerda vai para a dianteira direita), enquanto os da frente vão para trás sem trocar de lado (o que estava na dianteira direita vai para a traseira direita). Confuso? Veja a imagem abaixo:

Enquanto você estiver dirigindo, os cuidados com a manutenção do pneu não diminuem. Fique de olho, por exemplo, em buracos e poças d´água, grandes inimigos. O excesso de velocidade também desgasta mais rapidamente os seus pneus. Além disso, sempre é bom moderar nas curvas e nas freadas, assim como evitar subir em guias de calçada ou raspar o pneu no meio-fio. Não custa nada também verificar se não há objetos que às vezes ficam cravados nos sulcos, como pedrinhas, cacos de vidro, grampos, tachinhas e pregos. Eles podem causar cortes e agilizar o desgaste.
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